Pular para o conteúdo

ASSALARIADOS RURAIS DO CONE SUL DE RONDÔNIA, CONQUISTAM O PRIMEIRO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO NO SETOR DE GRÃOS

  • por

A Fetagro- Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares de Rondônia, em Parceria com a CONTAR- Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados Rurais e sindicatos dos Trabalhadores Rurais do Cone sul de Rondônia (STTR de Vilhena e Chupinguaia e STTR de Cerejeiras e Pimenteiras), assinam primeiro Acordo coletivo de Trabalho no Estado no setor de grãos negociado com empresas componentes do grupo Masutti, que atuam nos municípios do cone sul do Estado, no setor de produção de grãos.

Firmado oficialmente nesta segunda-feira, 25 de abril de 2022, com vigência de 01 de abril do corrente ano até 31 de março de 2023. O Acordo é resultado de um longo diálogo com os representantes da empresa, após terem sido realizadas Assembléias com os trabalhadores nas Fazendas, identificadas as demandas dos mesmos e construído a partir de um longo processo de reuniões e diálogos para ajustes na proposta do acordo que abrange os trabalhadores de campo e também dos escritórios da empresa nos municípios referidos, contemplando cerca de 330 trabalhadores e trabalhadoras.

“A nossa tarefa é organizar e avançar nas conquistas dos assalariados e assalariadas no Brasil. Rondônia é muito importante avançar com todo movimento sindical. São mais de 600 acordos e convenções em todo país. Esse resultado no norte do país, é fruto da luta e organização na base e fortalecimento dos sindicatos e da federação do estado, afirmou Gabriel Bezerra, presidente da CONTAR.

Para a presidenta do STTR de Cerejeiras e Pimenteiras, Denise Monteiro esta tem sido uma grande oportunidade de estreitar as relações entre o sindicato e os trabalhadores assalariados rurais, tendo em vista ser essa uma ação que está se iniciando agora, já que mesmo com a expansão de grãos no sul do estado, não é costumeiro que os problemas destes trabalhadores sejam levados ao sindicato. Cita: “Agora sim tivemos a oportunidade de escutar os trabalhadores e fazer valer a voz dos mesmos, e podermos avançar na garantia de direitos por meio do Acordo Coletivo de Trabalho, por exemplo a manutenção de um piso salarial mínimo na região”.

Segundo Clarinda Maximino, Presidenta do STTR de Vilhena e Chupinguaia, este foi um exercício importante pois o sindicato já fazia alguns acordos anteriormente, mas não com a mesma força que ganhou este onde coletivamente os sindicatos puderam trocar experiências, se capacitar ainda mais para a defesa dos trabalhadores, a partir das negociações. “Queremos já no mês de novembro iniciar as campanhas salariais e as assembleias com os trabalhadores e assim no próximo ano avançar com mais empresas”.

Outro destaque importante, segundo Alessandra Lunas Presidente Licenciada da Fetagro, que vinha acompanhando a negociação do acordo, foi o fato de poder ter acordado em Rondônia um mesmo patamar de acordo dos demais estados que já realizam negociações a mais tempo no setor de grãos, uma vez que a natureza do trabalho e a mesma. “isso ajudou a qualificar o acordo em Rondônia que tinha na proposta inicial poucas páginas e hoje são mais de 20 páginas que asseguram melhores condições de trabalho, piso salarial além da conquista de reajuste salarial de 3% para gestores e de 6% para os demais trabalhadores de campo, garantindo a reposição conforme inflação, sendo hoje fundamental diante de momento tão desafiador para classe trabalhadora em nosso país”.

Segundo Manoel Carlos Dantas, presidente em exercício da Fetagro, esse momento inaugura uma importante parceria entre a CONTAR e a FETAGRO/STTRS de Rondônia, uma vez que esse é um setor com forte expansão no Estado, mas que até então não havia sido possível ter acesso às fazendas e conhecer a realidade enfrentada por estes trabalhadores. “ devemos seguir avançando a partir deste acordo para outras regiões e setores, afinal é fundamental que estes trabalhadores mesmo com tantas perdas deixadas pela reforma trabalhista, avançar em acordos coletivos de trabalho e assim avançar na garantia de direitos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *