Pular para o conteúdo

25 de Julho – Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

25 de Julho: CONTAR reafirma a luta pelas mulheres negras assalariadas rurais e por um campo com mais direitos, dignidade e igualdade

Neste 25 de julho, quando é celebrado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, a CONTAR reafirma seu compromisso com a valorização, o respeito e a defesa dos direitos das mulheres negras assalariadas rurais, protagonistas da produção de alimentos e da construção de um campo mais justo, mas que ainda enfrentam profundas desigualdades sociais, econômicas e raciais.

A data representa um importante marco de resistência, organização e reconhecimento da luta histórica das mulheres negras contra o racismo, o machismo, a violência e a exclusão. No meio rural, essa realidade se manifesta de forma ainda mais intensa. São milhares de trabalhadoras que, diariamente, enfrentam jornadas exaustivas, baixos salários, informalidade, dificuldades de acesso às políticas públicas e inúmeras barreiras para exercer seus direitos em condições de igualdade.

As mulheres negras desempenham papel essencial na agricultura brasileira. Estão presentes nas lavouras, nos packing houses, na colheita, na seleção e no beneficiamento da produção agrícola, contribuindo diretamente para o desenvolvimento econômico do país. Ainda assim, muitas seguem invisibilizadas, submetidas à precarização das relações de trabalho e à ausência de oportunidades que garantam autonomia, segurança e qualidade de vida.

Além dos desafios enfrentados no ambiente de trabalho, muitas dessas mulheres também acumulam a responsabilidade pelo cuidado com os filhos, com a família e com o sustento do lar. Em grande parte das comunidades rurais, são elas que mantêm suas famílias, demonstrando diariamente força, resistência e capacidade de superar adversidades impostas por uma sociedade marcada pelas desigualdades estruturais.

A CONTAR destaca que combater o racismo e promover a igualdade de gênero no campo significa fortalecer políticas públicas, ampliar a formalização do trabalho, garantir o cumprimento da legislação trabalhista, assegurar ambientes de trabalho seguros e livres de qualquer forma de discriminação, além de ampliar a participação das mulheres nos espaços de decisão, negociação coletiva e representação sindical.

A Confederação também reforça que a luta por direitos como o fim da escala 6×1, o fortalecimento das negociações coletivas, a promoção do trabalho decente, a saúde e segurança no trabalho e o combate à informalidade impactam diretamente a vida das mulheres negras assalariadas rurais, que historicamente estão entre as trabalhadoras mais vulneráveis às desigualdades e às violações de direitos.

Neste 25 de julho, a CONTAR homenageia cada mulher negra assalariada rural que transforma o campo com seu trabalho, sua coragem e sua resistência. Mais do que reconhecer sua importância, é necessário fortalecer a luta por justiça social, igualdade de oportunidades e respeito à dignidade humana.

Porque um campo verdadeiramente desenvolvido só será possível quando as mulheres negras puderem trabalhar com direitos garantidos, valorização, segurança e igualdade. Essa é uma luta coletiva e permanente da CONTAR, de suas Federações e Sindicatos, ao lado de quem faz do trabalho rural um instrumento de transformação social.

Esta publicação é parte do Projeto de cooperação com a DGB Bildungswerk, no marco do projeto “Enfrentando as desigualdades de gênero e a discriminação racial nas áreas rurais no Brasil” (PN 2023 2622 1/DGB0019), ciclo 2024-2026. A produção contou com o apoio financeiro do BMZ (Ministério Federal de Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha). O conteúdo deste material é de responsabilidade exclusiva da CONTAR.